Introdução
O divórcio internacional é um tema cada vez mais comum, especialmente em um mundo globalizado, onde casais de diferentes nacionalidades estão cada vez mais presentes. Quando há o término de uma união entre pessoas de diferentes países, surgem diversas questões legais que precisam ser resolvidas de maneira clara e objetiva. Neste artigo, abordaremos como lidar com a divisão de bens e a custódia dos filhos em um divórcio internacional, destacando os principais aspectos legais e procedimentos.
O que é o Divórcio Internacional?
O divórcio internacional ocorre quando um casal de diferentes nacionalidades ou residências em países distintos decide se separar. Nesse caso, a principal preocupação é determinar qual legislação será aplicada para o processo de divórcio, divisão de bens e a custódia dos filhos.
Divisão de Bens em um Divórcio Internacional
A divisão de bens em um divórcio internacional pode se tornar uma tarefa complexa, pois diferentes países têm diferentes leis sobre a propriedade adquirida durante o casamento. A legislação do país onde o casamento foi registrado ou onde o casal reside habitualmente pode ser a aplicada na divisão de bens. Em muitos casos, há a necessidade de uma sentença judicial que reconheça os bens adquiridos em cada país.
Além disso, acordos pré-nupciais podem afetar a divisão dos bens, já que algumas jurisdições permitem a definição antecipada da divisão em caso de divórcio.

Custódia dos Filhos em um Divórcio Internacional
A custódia dos filhos em um divórcio internacional é um dos pontos mais sensíveis. A Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis da Sequestro Internacional de Crianças visa proteger as crianças contra o sequestro internacional por um dos pais, o que significa que, caso um dos pais leve a criança para outro país sem o consentimento do outro, o direito de custódia será resolvido pelo tribunal do país de residência habitual da criança.
Cada país tem suas regras e critérios para a custódia de filhos, e é importante que os pais estejam cientes de como a decisão será tomada, levando em consideração o melhor interesse da criança.
Conclusão
O divórcio internacional exige uma compreensão profunda das leis de cada país envolvido, além de uma coordenação jurídica entre os países. A divisão de bens e a custódia dos filhos devem ser tratadas com muito cuidado e atenção para garantir que todos os direitos sejam respeitados e que o processo ocorra de maneira justa.
Referências Bibliográficas
COSTA, Beatriz. Divórcio Internacional: Desafios Legais e Práticos. São Paulo: Editora RT, 2019.
SILVEIRA, Gabriel. Direito de Família Internacional: Divórcio, Bens e Custódia dos Filhos. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2018.